O SONHO E A REALIDADE: REFLETINDO SOBRE AS ELEIÇÕES


Sem dúvida, o desejo humano de alçar voos maiores, de sonhar com um mundo e uma sociedade melhores é plenamente justificável em um contexto repleto de desigualdades. Esse anseio aumenta na época das eleições, apesar da população brasileira demonstrar não acreditar tanto nos candidatos que se apresentam com propostas repletas de promessas, embustices que as pessoas insistem em ouvir.

Para tanto, creio que essa reflexão é extremamente necessária nos momentos que antecedem o pleito. Tenho visto, ouvido e lido sobre os candidatos que estarão concorrendo às funções de vereador e prefeito da cidade. Quero convidá-lo, caro (a) leitor (a), a refletir sobre aqueles sonhos transformados em propostas contrastando-os com a realidade quase imutável do modus operandi do processo democrático. Não é difícil, Eis a relação entre o sonho e a realidade no pensamento político.

A premissa do candidato, via de regra, ou é a insatisfação com o governo atual ou o apoio irrestrito. É um jogo partidário; não há como negar. Por isso, sonhar em construir uma administração política que mudará os rumos da cidade sem o conhecimento desse jogo beira a utopia. A realidade é outra. Muitos pensam mudar tudo... Como se pudessem! Outros reflexionam em não mudar nada... Como se fosse possível! Entre o tudo e o nada sempre haverá alguma reação fundamental na sociedade. Em qualquer situação acontecerá uma ou mais consequências. A realidade? Só administrará bem aquele que entender que não se governa sozinho. Pode-se até sonhar individualmente, porém, parte de um pequeno sucesso no governo virá de fazer outros sonharem em conjunto. Esse é o jogo. É a realidade. Se alguém acha que não precisa conhecê-lo, é sonhador imprudente e não merece representar o cidadão de bem.

Uma segunda reflexão é essencial: a aptidão. Pessoalmente, sou defensor que políticos deveriam ter uma formação superior e serem bons profissionais no exercício dessa formação. Todavia, é minha opinião pessoal. Dentro da realidade, já que a legislação permite candidatos com o mínimo de conhecimento, a relação entre sonho e realidade culminará na aptidão. Independentemente do nível escolar, devem ser votados aqueles que já provaram sua disposição inata em administração. É necessário olhar, paradigmalmente, para a vida familiar, pessoal, social e verificar se tais pessoas podem bem representar o município, administrá-lo com propriedade. O cidadão de bem não pode votar em candidatos que só estão em busca do retorno financeiro que a função confere. E são muitos que só enxergam os cifrões...

Finalmente, creio na necessidade de refletir sobre o prisma religioso-ético-filosófico. Alguém poderia pensar que, por ser pastor, defenda que apenas evangélicos devam ser eleitos. Não sou desnorteado! Devem ser eleitos homens e mulheres capazes. Naturalmente, essa precisa ser a primeira opinião do eleitor. A seguir, o cidadão conseguirá observar o processo eletivo em sua perspectiva religiosa, ética e filosófica. Não se iludam, caros candidatos! Tais aspectos do vosso modus vivendi corroborarão pela escolha ou não por parte do eleitor. Veja: já vi muitos candidatos sonharem com a vitória nas eleições por pensarem que a igreja, o clube, a família, a empresa, o partido, etc., lhe dariam aquele apoio infalível. E, como isso pode não acontecer, o candidato se revolta. A realidade é assim. Vota-se por interesses que, muitas vezes, superam o campo religioso, ético e filosófico. Até hoje, por exemplo, no exercício democrático cidadãos se sujeitam na venda de votos e candidatos se corrompem na compra dos mesmos. Um absurdo real que persiste... Um jogo escuso de interesses. Convido cada cidadão a votar conscientemente.

Enfim, meu desejo é que os candidatos e cidadãos de nossa amada cidade possam sonhar e não se esquecer do preparo para a dura e maculada realidade política do Brasil. Na alegoria partidária, para aqueles que assistem o jogo, atenção aos jogadores; para os que jogam e querem entrar na partida, sejam dignos.

Rev. Ângelo Vieira da Silva

MÚSICAS QUE EDIFICAM 001 - CAMINHOS DE SOL


Em minhas procuras pelas canções que já me edificaram muito (e ainda continuam) encontrei esta pérola do grupo Yahoo, Caminhos de Sol. Essa banda de rock é da época de minha adolescência (rs), mas quem disse que o que é antigo é para ser esquecido? Para os românticos de plantão, harmonia, letra, ritmo e melodia desta canção são inspiradores. Talvez, valha lembrar que o cristão e cantor evangélico Val Martins era integrante da banda. Leia a letra e ouça a canção no final do post... Você vai se apaixonar!


O PAPEL POLÍTICO DOS VEREADORES


Nas eleições deste ano Resplendor terá três candidatos a Prefeito e noventa e seis candidatos para as vagas disponíveis na Câmara de Vereadores.

Aos cristãos protestantes, católicos, pentecostais e de quaisquer outras comunidades que se orientam pela Bíblia devem se permear as máximas: “Toda autoridade é constituída por Deus” (Rm 13.1-4), “Ele é que estabelece reis e destitui reis” (Dn 2.21) e “orai com perseverança” (Rm 12.12).

Entenda o seguinte: como em quase toda Brasília, a Praça dos Três Poderes, projetada por Oscar Niemeyer, é um amplo espaço aberto na forma de triângulo equilátero localizado na capital de nossa República onde estão edificados os três monumentos que representam os três poderes da República: o Palácio do Planalto (Poder Executivo), o Supremo Tribunal Federal (Poder Judiciário) e o Congresso Nacional (Poder Legislativo). Os três poderes da República se regulam entre si, embora sejam independentes. Logo, assim forma-se o Estado Democrático de direito. Os Três Poderes legislam, executam e aplicam as leis em todo território nacional.

O Poder Legislativo no Município é exercido pela Câmara de Vereadores. Será que você já se perguntou quais são as funções constitucionais de um vereador? Leia, medite e vote com consciência nas próximas eleições, conhecendo:

1. O PAPEL LEGISLATIVO. Os vereadores exercem na Câmara Municipal função legislativa quando participam na elaboração de emendas, leis complementares, ordinárias e delegadas, bem como em decretos legislativos e resoluções. Os vereadores, neste sentido, têm o direito de aprovar ou rejeitar projetos e o veto do Prefeito. A Câmara Municipal pode legislar sobre: tributos de sua competência como impostos, taxas e contribuição de melhoria, concessão de isenções e outros benefícios fiscais, aplicação de suas rendas, orçamento anual, plano plurianual e lei de diretrizes orçamentárias, operações de crédito, dívida pública, regime jurídico dos servidores municipais, política administrativa, alienação, cessão, arrendamento ou doação de bens, ordenamento, parcelamento e ocupação do solo urbano, proteção do patrimônio histórico-cultural do município e planos e programas de desenvolvimento sustentável do município. 

2. O PAPEL FISCALIZADOR. Nossa Carta Magna no art. 31 declara que a fiscalização do Município é exercida pelo Poder Legislativo Municipal. Isto significa que os vereadores são incumbidos de controlar os atos do Poder Executivo – Prefeito e Secretários Municipais – e até mesmo do Poder Legislativo municipal – os próprios vereadores. Estes podem ainda encaminhar denúncias de irregularidades ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas ou a qualquer Órgão responsável pela apuração das mesmas. Dentro dessa função fiscalizadora podemos destacar o julgamento das contas do Prefeito e do Presidente da Câmara dos Vereadores. Os vereadores ainda podem criar Comissões de Inquérito para averiguar um fato específico, convocando autoridades para depor. É dever do vereador comparecer às reuniões das Comissões Permanentes, de Inquérito, Especiais e Processantes, das quais seja integrante, prestando informações, emitindo pareceres nos processos a ele distribuídos, com a observância dos prazos regimentais. 

3. O PAPEL ADMINISTRATIVO. Os vereadores possuem na Câmara um papel administrativo no sentido de que se organizam na composição da Mesa, Constituição das Comissões, bem como na estrutura organizacional de sua secretaria. É dever do vereador comparecer à hora regimental, decentemente trajado, nos dias designados, para abertura das sessões, nelas permanecendo até o seu término. 

4. O PAPEL JUDICIAL: A Câmara de Vereadores não representa o Poder Judiciário, mas possui papel judicial ao processar e julgar as autoridades que falham no cumprimento de seus deveres. Tanto os vereadores como os Prefeitos perdem o mandato pela decretação na Câmara, sendo que o último por impeachment

5. O PAPEL ASSESSORIAL. Os vereadores podem sugerir ao Prefeito local medidas de interesse na administração, tais como: construção de escolas, casas populares, áreas de lazer, abertura de estradas, limpeza pública, assistência à saúde, etc. É dever do vereador propor à Câmara toda e qualquer medida visando atender os interesses do município e de seus habitantes, bem como impugnar as que lhe pareçam contrárias ao interesse público, objetivando a segurança e o bem estar da população local. 

Rev. Ângelo Vieira da Silva 

A MISSÃO DIACONAL: SERVIÇO, MISERICÓRDIA E ESPIRITUALIDADE


O trimestre se inicia sobre um novo fundamento didático: Uma só Missão. A semana principia com a lembrança da Missão Diaconal. Afinal, se comemora nas Igrejas Presbiterianas do Brasil no dia dez de julho o Dia do Diácono. Em uma data tão especial me valho de nosso sub-tema para relembrar os aspectos essenciais da missão diaconal, um serviço exercido especialmente por um grupo de homens cheios do Espírito Santo e poder, é verdade, mas que intrisecamente também deve ser observado por cada cristão, conquanto servo, no trato de uns para os outros. Por isso, é indispensável relembrar que a palavra diácono (diakonia, gr.) pode ser traduzida por serviço, contribuição, missão. Até que todos cheguemos à unidade da fé, tanto oficiais, denominados Diáconos, quanto cristãos, que se seguem o modelo de seu Senhor, são chamados a cumprir a Missão Diaconal, envolta ao serviço, misericórdia e espiritualidade. 


1ª IGREJA PRESBITERIANA DE RESPLENDOR: 90 ANOS DE HISTÓRIA


“7 dias de gratidão por 90 anos de organização”, foi com esse tema que a Primeira Igreja Presbiteriana de Resplendor comemorou na última semana sua presença significativa em nossa querida cidade. Antes mesmo de dois de julho de mil novecentos e vinte e dois (data da organização eclesiástica) essa obra fora iniciada. Sete anos antes, em mil novecentos e quinze, do local denominado Caixa d’água nasceria a primeira igreja protestante do município; do aglomerado de Sataninha surgiria a Primeira Igreja Presbiteriana da cidade. E declaramos: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e amém!” (Sl 41.13).