ALEGORIAS DO ANO NOVO


Juntamente com as comemorações de ano novo emana a esperança de uma etapa melhor em cada pessoa, não importando sua cultura, raça ou sexo. Esse sentimento certamente habitava no povo babilônico há 2.800 a.C. (primeiras referências a uma comemoração de passagem de ano), passando pelo Imperador Júlio César em 46 d.C. até hoje, consolidado na maioria dos países. 

Ano novo, fogos e barulho. Esta é uma conbinação esperada no mundo inteiro. Podemos imaginar os fogos de artifício estourando em meio aos buzinaços dos carros, apitos e gritos de alegria da multidão. Há quem diga que tanto estardalhaço serve para espantar os maus espíritos (como se fosse possível!). Não é atoa que esta festa é considerada a mais barulhenta do mundo. Todavia, a grande verdade é que todos se reúnem para celebrar o novo. 

Ano novo, roupa nova. Tradições fazem parte deste tempo. Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada combina com o desejo de renovação em 2011. Este costume é universal e aparece em várias versões, como trocar os lençóis da cama e usar uma roupa de baixo nova. Muitos optam pelo branco. No final, todos querem celebrar a chegado do novo tempo. 

Em muitas partes do mundo o ano novo será comemorado com esplendor. A Time Square americana, as pessoas nas janelas das casas portuguesas batendo panelas para festejar, a visão deslumbrante dos franceses frente a Torre Eifell, as doze uvas sendo comidas por cada espanhol à meia-noite, a multidão brasileira na praia de Copacabana, etc... todos estarão felizes pelo novo ano que se aproxima. 

A Igreja de Jesus tem motivos muito mais excelentes para celebrar o novo, o ano novo. Valendo-me de uma alegoria bíblica, vejo Deus declarando a importância de um novo ano: “Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano” (Ex 12.2). Janeiro poderá ser o principal mês de sua vida. Geralmente o temos como o mês do descanso. Mas, por que não fazemos dele o mês do concerto com Deus? Do compromisso com Deus? Da obediência a Deus? 

Usando novamente um princípio alegórico, vejo Deus no primeiro mês destacando uma das principais festas de Israel: “no mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do SENHOR” (Lv 23.5). Quem sabe não será neste tempo, no primeiro mês do ano, que você irá refletir sobre a importância da Páscoa, da saída do Egito, das trevas, da morte. O cordeiro foi morto, lembre-se! 

Alegorizando, lembro-me de Jesus declarando: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18-19). Este pode ser o ano aceitável do Senhor em sua vida; permita que o Espírito Santo de Deus o guie no cumprimento de Sua vontade e Missão. Sim, celebre o ano novo; mas o faça com determinação de mudança genuína. 

Rev. Ângelo Vieira da Silva

DIZIMO E 13º SALÁRIO


Com o advento do fim de ano, a gratificação de Natal, popularmente conhecida como décimo terceiro salário, chega para alegrar as famílias dos trabalhadores de nosso país. Instituído desde 1962, o 13º salário tem sua base de cálculo a remuneração devida no mês de dezembro do ano em curso, considerado o valor bruto sem dedução ou adiantamento. 


O dízimo bíblico é uma contribuição proporcional. Como afirma o Presb. Solano Portela, este é um dos princípios neo-testamentários acerca do dízimo: “Deus espera que a nossa contribuição seja proporcional aos nossos ganhos, ou seja, devemos contribuir proporcionalmente”. 

A partir do texto 1 Co 16.2-3 (“No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar”) Portela demonstra o princípio deste ensinamento bíblico. 

É óbvio que Paulo espera uma contribuição sistemática, pois ele diz que ela deveria ser realizada aos domingos (no primeiro dia da semana), que é quando os crentes se reuniam. O versículo é muito rico em instrução, demonstrando até a propriedade de nos reunirmos e cultuarmos ao Senhor aos domingos, contra os ensinamentos dos sabatistas, Testemunhas de Jeová e, agora, até da Valnice Milhomens, de que deveríamos voltar ao Velho Testamento e estarmos guardando o sábado, o sétimo dia da semana. 

Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, nos ensina que temos que contribuir conforme Deus permitir que prosperemos, ou seja, conforme os nossos ganhos, e isso inclui o 13º salário. Essa é a grande forma de justiça apontada por Deus: as contribuições devem ser proporcionais, ou seja um percentual dos ganhos. Todos contribuem igualmente, não em valor, mas em percentual. 

Mais uma vez, o irmão pode querer inventar um percentual qualquer. Admito até que isso pudesse acontecer se nunca tivesse tido acesso ao restante da Bíblia, mas todos nós sabemos qual foi o percentual que o próprio Deus estabeleceu ao seu povo: dez por cento dos nossos ganhos! Isso, para mim me parece satisfatório e óbvio. Não preciso sair procurando por outro meio e forma, principalmente porque se assim eu o fizer posso até dizer, eu contribuo sistematicamente com o percentual que eu escolhi, mas nunca vou puder dizer que o faço em paridade e justiça com os outros irmãos, pois quem garante que o percentual dele é igual ao meu? Eu destruiria com isso, o próprio ensinamento da proporcionalidade que Deus nos ensina através de Paulo. Porque não seguir a forma, o planejamento e a proporção que já havia sido determinada por Deus? 

Infelizmente há cristãos que não são dizimistas fiéis. Não servem de modelo para o povo. Não podem ser liderança. Quem sabe a bênção do 13º salário não será justamente o que te ajudará a ser fiel com o Senhor?! Acerte sua vida com Deus! Seja Fiel! Seja dizimista!

Rev. Ângelo Vieira da Silva
adaptado de um artigo do Presb. Solano Portela

DIA NACIONAL DA FAMÍLIA – 08/12



Família... Como está minha família? Será que está estruturada? E os problemas que tenho com meu cônjuge? E meus filhos? Eles estão rebeldes? Hoje o tempo é tão diferente, não é...? Talvez você pense: há se fosse no meu tempo.... As coisas não eram assim quando eu era da sua idade...etc. 

Antes de qualquer coisa, procure entender uma verdade: Deus se importa com sua família, com seus problemas, seus conflitos, mas também com suas alegrias e seus agrados. Desde o livro do início, Gênesis, Deus inicia a lição preciosa da família. No primeiro livro de Moisés Deus vê algo que não é bom em seu paraíso: a solidão, a solidão de Adão. É o próprio Senhor que diz não ser bom que o homem esteja só (Gn 2.18). Mas o que não era bom Deus o torna bom, aliás, maravilhoso, belo e – porque não dizer – perfeito... O pesado sono que recai sobre Adão o levaria a contemplar um sonho real ao acordar... Deus faz sua auxiliadora, Eva, costela, mulher, varoa, idônea, vida. Esta, afinal, é osso dos ossos de Adão e carne de sua carne. Deus cria a família. Esta é uma família abençoada por Deus. 

Certamente em algum momento você já leu o Sl 127. Quero que você saiba que uma família abençoada por Deus é uma família consagrada a Ele. Assim, gostaria de enfatizar algumas lições apenas no verso um deste trecho das Sagradas Escrituras. O salmista entende a natureza da família e seu propósito. Para ele, uma família consagrada a Deus possui algumas características pertinentes. São elas: 

1) A FAMÍLIA É CRISTOCÊNTRICA:

O Sl 127.1 diz: “Se o Senhor Não edificar a casa...”. Hodiernamente nossos valores têm se tornado valores que não glorificam ao Senhor. Isto ocorre porque não estão cristocentralizados. Mas, o que quer dizer isto? A palavra “cristocêntrica” tem duas partes: Cristo (o mesmo que Messias, o ungido, nosso Senhor) e cêntrica (que quer dizer estar no centro das atenções, ser o alvo). O salmista entendia que se o Senhor não edificasse sua casa de nada adiantaria todo o seu labor, de nada adiantaria todo o seu dinheiro; ele sabia que Deus deve estar no centro. Deus deve ser amado acima de todas as coisas, inclusive da família. Lembre-se: a real felicidade, aquela que só Deus pode conceder, são para os seus escolhidos, que vivem, confiam nEle, e, acima de tudo, O colocam como centro em seu lares. 

2) A FAMÍLIA PRECISA DE COMUNHÃO:

O texto continua e salienta: “... em vão trabalham os que a edificam”. Trabalhar... Trabalhar... Trabalhar. Este é o lema de muitos lares cristãos, mas, que tristeza. O salmista usa o verbo trabalhar e edificar no plural representando a idéia de mais de uma pessoa, ou mais de uma família. O importante, porém, é entender que a família é um corpo onde todos devem viver o mesmo ideal: glorificar a Deus. Mas, como glorificar a Deus? Quando a família vai mal, a igreja vai mal. Quando a família vai bem, a igreja vai bem. Tudo isto porque a família vem de Deus (sua natureza) para glorificar a Deus (seu propósito). Daí a necessidade da comunhão, comunhão com toda família. Uma família que não vive a comunhão não tem experimentado uma real comunhão com Deus, ou seja, a paz com Deus, que excede todo conhecimento. 

Minha oração é que o Deus da Graça seja o centro de nossos lares a cada dia e que uma comunhão genuína, sincera e ininterrupta com Deus possa ser conseguida, através de uma busca mais intensa do poder de Deus. 

Rev. Ângelo Vieira da Silva